Essa malta mais o seu patrão eram o que restou de uma Companhia de militares nortistas que combateram na Guerra da Secessão.
O Capitão Marco, promovido a Major após a rendição sulista, optou por ficar na zona onde estivera a batalhar durante alguns meses e aí adquirir um rancho para se dedicar à criação de gado bovino.
- Maus caros companheiros, disse Major Marco falando para toda a tropa da sua Companhia após alguns dias do término da Guerra. Estou a pensar ficar por aqui e adquirir um rancho. Gostava que me acompanhassem nesta nova aventura...
E em uníssomo, não deixando que o Major acabasse de apresentar a sua proposta, e em alta voz disseram:
- Eu fico meu Major.
O Major com a voz um pouco embargada balbuciou.
. Obrigado meus velhos amigos e companheiros. Vamos em frente e que Deus nos acompanhe.
Entretanto, Viola continuava a anunciar os seus produtos. Éleeérre e MarcoJota, trabalhadores do Manick and Delink, aproximaram-se dos cabazes e Marco Jota segurando um tomate começou revirá-lo para um e outro lado.
Viola, com uma cara de poucos amigos gritou para Marco Jota:
- Não tens nada que estar a apalpar os meus tomates, estás a ouvir ó meu palerma. Desaparece e põe-te a pau comigo porque estás na mimha lista negra-
-Eh pá, se é lá por isso vou-me já embora.
E assim foi, voltaram novamente à Taberna mas pelo caminho foram cogitando a preparação de uma vingança.
- O gajo é matulão e bate bem, dizia Éleeérre, mas se o apanharmos descuidado podemos lixá-lo.
No interior da Taverna, as canecas iam cheias e voltavam vazias. A um canto, ao fundo, jogava-se poker.
- O que é que trazes aí? gritou Nando People para CêCê que acabara de entrar com um pacote à cabeça.
- É para a Barbária quando vier à noite para o espectáculo. Onde é que eu ponho este pacote gritou Nando People para Nocturno?
- Pòe além em cima daquela cómoda, respondeu o dono da Taberna.
Passados poucos minutos. Mr. Nocturno, batendo as palmas para ser tomado em atenção gritou:
- Ninguém mexe no pacote da Barbária.