JoãoPT
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Aos que caminharam comigo sob este céu poeirento, deixo estas palavras como último eco da minha passagem por estas bandas. É com um grande peso no coração que escrevo esta carta, sentado ao lado do Xerife John e rodeado pelo ar denso, provocado pelo fumo cinzento e silencioso do cachimbo do Waupee.
Não trocava estes quinze anos por nada. Todos os amigos, batalhas, aventuras e horas de trabalho foram importantes para mim... A verdade é que...
Bem, a verdade é que para a maioria de vocês que estão a ler este texto, sou apenas uma criança. E concordo, mais de metade da minha vida foi passada nesta pradaria, por vezes interrompida por lagos e montanhas e algumas cidades amigas.
Cheguei aqui com ajuda do meu irmão, que conduzia o seu cavalo lusitano pela guia, enquanto um pequeno eu seguia montado na sela, a olhar para o horizonte à procura de possíveis duelistas. Apesar da preocupação, o cinto do Al Swearengen e o seu casaco comprido vistoso davam problemas a qualquer um, na altura. Como os tempos eram mais simples... talvez seja nostalgia, inocência ou não ter as preocupações de agora, mas tudo parecia mais fácil.
Lembro-me como se fosse ontem que, após uma hora a cavalo, com o meu arco às costas, ficava em cima de um monte próximo a ver a batalha, a tentar aprender a movimentar-me dentro do forte e compreender o porquê das decisões dos míticos generais da minha aliança de coração, a KGB. Foi muitas vezes desse pequeno cume que vi D. Zuluuu, Coice de Mula, kazumi-lee, mrdogdog, redhat, kacettesan, hades24, entre outros a liderar batalhas noite após noite, com fortes cheios e em que não havia espaço para novatos como eu. Mais tarde, após muitas aventuras, desmaios e trabalhos feitos a transportar munições, consegui finalmente ser nomeado como "Soldado Raso". A minha decisão para me tornar um soldado foi, sem dúvida, inspirada por tudo isto.
Este momento, todas as noites, é o que me faz mais feliz, este convívio, com soldados, pistoleiros, aventureiros e trabalhadores da mesma ou, por vezes, da aliança oposta. Com o passar dos anos, esta linha ficou mais ténue, e com o migrar ou desaparecimento de amigos, a necessidade de cooperação entre alianças nunca foi tão importante.
Adoro batalhas, isso é inegável, mas para além disso adoro as conversas no quartel, nas torres e dentro do forte, antes e depois das batalhas. Foi isto que me deu amizades que vou levar para a vida com alguns nomes que vou agora enumerar: MagiKwix, CBR954RR, mid-night, Wild James, volkom1, Ninja bebado, MamuteRoxoso, Trool Face, entre muitos outros.Não trocava estes quinze anos por nada. Todos os amigos, batalhas, aventuras e horas de trabalho foram importantes para mim... A verdade é que...
Bem, a verdade é que para a maioria de vocês que estão a ler este texto, sou apenas uma criança. E concordo, mais de metade da minha vida foi passada nesta pradaria, por vezes interrompida por lagos e montanhas e algumas cidades amigas.
Cheguei aqui com ajuda do meu irmão, que conduzia o seu cavalo lusitano pela guia, enquanto um pequeno eu seguia montado na sela, a olhar para o horizonte à procura de possíveis duelistas. Apesar da preocupação, o cinto do Al Swearengen e o seu casaco comprido vistoso davam problemas a qualquer um, na altura. Como os tempos eram mais simples... talvez seja nostalgia, inocência ou não ter as preocupações de agora, mas tudo parecia mais fácil.
Lembro-me como se fosse ontem que, após uma hora a cavalo, com o meu arco às costas, ficava em cima de um monte próximo a ver a batalha, a tentar aprender a movimentar-me dentro do forte e compreender o porquê das decisões dos míticos generais da minha aliança de coração, a KGB. Foi muitas vezes desse pequeno cume que vi D. Zuluuu, Coice de Mula, kazumi-lee, mrdogdog, redhat, kacettesan, hades24, entre outros a liderar batalhas noite após noite, com fortes cheios e em que não havia espaço para novatos como eu. Mais tarde, após muitas aventuras, desmaios e trabalhos feitos a transportar munições, consegui finalmente ser nomeado como "Soldado Raso". A minha decisão para me tornar um soldado foi, sem dúvida, inspirada por tudo isto.
Este momento, todas as noites, é o que me faz mais feliz, este convívio, com soldados, pistoleiros, aventureiros e trabalhadores da mesma ou, por vezes, da aliança oposta. Com o passar dos anos, esta linha ficou mais ténue, e com o migrar ou desaparecimento de amigos, a necessidade de cooperação entre alianças nunca foi tão importante.
Sinto falta de pertencer a uma aliança, a uma comunidade viva e cheia de energia. Sinto falta de batalhas, de um mercado agitado e uma taberna com pessoas à mesa, a discutir seja o que for. A decisão que estou a fazer não é uma que faça de ânimo leve... nunca pensei em sair da minha casa, da cidade que me acolheu quando era apenas um miúdo, de despedir-me de pessoas que guiaram o meu caminho como familiares e que formaram uma ligação comigo ainda mais preciosa que um colt ou espingarda douradas.
Oh Marau.. as saudades que vou ter tuas, da tua igreja que tanto tempo passei a construir, do teu hotel com o meu quarto ao fundo do corredor, do teu cinema.. as saudades que vou ter de receber os meus telegramas diariamente, antes de refrescar-me na taberna.. mas acima de tudo, saudades das tuas gentes. Das pessoas que passaram e seguiram caminho e das que ficaram e estabeleceram os alicerces deste oásis num mundo tão árido. Aqui destaca-se o ABDULAI, alguém que não necessita de introdução e que, na minha opinião, é uma das razões para eu ainda cá estar, mesmo que ele não o saiba.
Todas as pessoas com quem me cruzei me tornaram melhor duelista, soldado, trabalhador e, até mesmo, uma melhor pessoa. Seja por breves momentos, a caminho da cidade fantasma, ou da reserva índia ou que tenhamos parado para olear as espingardas antes de uma batalha, levo-vos a todos no meu coração e ficarão sempre na minha memória. Espero encontrar muitos de vocês do outro lado da margem, no tal de Deadwood de que tanto falam. Se neste viver metade do que vivi no eterno Mundo 7, serei para sempre feliz.
Bem, antes de fixar esta carta na coluna de madeira onde estão as tarefas diárias, resta-me apenas agradecer a uma pessoa em específico. Obrigado chomps, por teres sido sempre casa e um ombro amigo, por te preocupares sempre com os residentes da Marau e por todos estes anos de ajuda.
Com isto, resta-me apenas colocar alguns assuntos em ordem e farei a viagem para o outro lado. Já levo os alforjes cheios, com feijões cozidos, chá-ate, guaraná e café, para me durar a viagem toda. Por falar nisso, talvez um ou dois cheirinhos do pó de tartaruga foguete me ajudem nesta travessia.
Obrigado a todos os que estão a ler estas palavras de um mero novato. Espero encontrar-vos todos num dia e que possamos beber um copo de whisky enquanto contamos histórias sobre os nossos tempos por aqui.
